
"De acordo com um artigo publicado pelo boletim da Associação Vida Saudável a química do cloro é causa de diversos problemas meio-ambientais. Entre eles figuram os gases que contém cloro, como são os clorofluorocarbonos que destroem o ozono da estratosfera e são potentes gases de forte intoxicação; Os pesticidas organoclorados como são DDT (dirclorodifeniltricloroetano) que prejudicam a capacidade reprodutora de numerosas aves e que os efeitos tóxicos do agente laranja usado na guerra do Vietname persistem e continuam a provocar mortos 25 anos após.
A indústria do cloro é a causa da formação das dioxinas, agentes cancerígenos e teratógenos com uma toxidade determinada pela quantidade e a exposição ao cloro.
As dioxinas são tóxicas porque, mesmo em pequenas quantidades, são muito potentes e comportam-se como se fossem hormonas naturais, actuando dentro das células do nosso organismo.
De 1 a 5% do cloro é utilizado para tornar a água potável, sendo este um dos poucos usos admissíveis do cloro (existindo contudo alternativas). Com efeito, já há diversas cidades europeias como Amsterdã, Paris, Berlim e Munique, que já não utilizam o cloro, visto que a desinfecção da água pode realizar-se utilizando outros meios como o ozonio (mas o custo ainda é muito elevado), a radiação ultravioleta combinada com água oxigenada e em geral, com a prevenção e eliminação da contaminação da água. Para nós, brasileiros, que temos um alto nível de cloro nas águas pré-tratadas deveríamos usar elementos filtrantes de carvão ativado para eliminar o consumo de cloro no nosso organismo.
È importante ressaltar que ao reduzir-se o consumo do cloro para a produção de produtos perigosos como é o DDT, os PCBs e os CFCs que destroem a camada do ozono, o PVC consome já os 40% de cloro produzido na Europa.
O problema que representa o PVC é que não é biodegradável e a sua reciclagem representa enormes dificuldades. De acordo com o artigo, a totalidade de utilizações de PVC são facilmente substituíveis por outros produtos e materiais, como o vidro, cortiça, metal, madeira ou outros plásticos menos tóxicos como o PET (politilentereflalato), o propileno ou o polietileno.
Finalmente, o artigo conclui afirmando que o debate sobre os contaminantes orgânicos persistentes deveriam servir para avançar para uma produção na qual o cloro não tivesse lugar."